terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aldeias de Xisto - Serra de Lousã

Na região serrana de Lousã, tem uma serra linda, e Rafael e Marta, me convidaram para um jantar típico português.
Era uma noite fria, mas lá fomos nós para o alto da montanha, ou melhor dizendo serra mesmo já que estávamos há apenas 800ms acima do nível do mar.
A chegada foi já de noite o que não deixou muitas chances de ver a área ao redor mas só a entrada já dizia muito sobre o que eu iria ver.
Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro são aldeias cravadas na serra da Lousã, ligadas entre si pela história e cultura comuns, mas sobretudo pelo viver genuíno das gentes. Ao reabilitarem-se casas e condições de vida, recuperam-se os sorrisos que nestas três aldeias voltam a chamar quem aprecie o casario encostado a ruas estreitas e as fontes que cantam os segredos da Serra.

Descobrir estas três Aldeias do Xisto representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã, embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies, algumas raras e protegidas. Aqui reina a Natureza, sensível, que pede respeito. Mas que permite inúmeras possibilidades de lazer e de desportos activos. Aqui sente-se o pulsar da terra e a sua comunhão com os homens quando se avistam ao longe as aldeias. Parecem ter nascido do solo xistoso, naturalmente, como as árvores. Hoje, as suas raízes somos todos nós. ( palavras de um português)

 As casas ficam abandonadas a maior parte do tempo.
Nos finais de semana, as habitações ganham vida, com os turistas rurais de uma cia chamada por exemplo Capitão Dureza ,  não é mole não!
Chegamos bem tarde na noite anterior e a ceia estava posta, comi demais....

Peixe, carne, Migas ( um mexido maravilhoso que mistura couve manteiga com alho e azeite, pão desfiado e feijão) vinho tinto e vinho branco e muita fartura. Ameii!!!
Os portugueses se parecem muito aos Arabes, no quesito fartura a mesa, e se vc não comer ficam tristes, eu não queria entristecer ninguém , então comi e muito!
 Casal muito giro, Martinha e Rafael meus anfitriões na cabana em Talasnal, e claro shisha depois do jantar!O bar onde estávamos se chama Curral e fica dentro da casa que é toda separadinha por andares e escadas estreitas, tudo é feito de Xisto e me senti vivendo em tempos antigos, esse povoado em especial tem mais de trezentos anos de idade!

No teto pendurados os bilhetinhos deixados pelos visitantes, fiquei de escrever um e acabei me esquecendo.
Nas paredes garrafas e mais garrafas
Tomei Jurupiga, que meu filho ia adorar se pudesse experimentar, e outros licores típicos, inclusive de castanha portugues, fiquei zureta total....

Petra não bebe de jeito nenhum mas um pouquinho ela teve que experimentar, pela expressão marcante, podem ter uma leve idéia do que ela achou da bebidinha!!

Deixo vcs com algumas imagens deste lugar lindo!

Mais imagens no facebook, aqui demora demais, tenho que descobrir uma maneira de mostrar estas maravilhsas de uma forma mais rápida







Noites de Coimbra

Temos esta estória antiga entre Brasil e Portugal e claro eu esperava algo neste sentido ao chegar.
Sei lá uma piadinha, porque sou brasileira, ou qualquer outra coisa, mas a recepção aqui foi a mais calorosa possível e sem um traço de troça...
Petra, louca e possuída, me disse que iríamos a um restaurante menu surpresa...well o que significa isso?

Bom a gente chega, e não sabe o que vai comer, simples assim, comemos o que o chefe tiver!!
O lugar por sí só vale a visita, se chama Sé Velha , com a escada do Quebra Costas, e as fantasias de morcego pendendo das repúblicas que existem por ali. A igreja abaixo se chama Igreja da Sé Velha, e dá um charme muito diferente ao lugar!

A tal da escada quebra costas, é uma escadaria que eu não arriscaria descer bêbada, e parece que outros também tomam o mesmo cuidado. Todo o lugar cheira a boemia, e nas ruas com luz amarela é gostoso caminhar sem pressa. Foi ali que tínhamos um encontro marcado no restaurante surpresa!

Caminhando pelas ruas estreitas e que quase não aceitam a passagem de carros, arrumamos por milagre um lugar para estacionar e lá fomos nós para a noite do Menu surpresa
O engraçado era que exatamente neste dia, o restaurante estava em festa, e os poucos lugares que geralmente existem a disposição, por volta de 20 no total, não existiam neste dia pois era o aniversário do lugar, portanto, além do menu surpresa, não tinha lugar para sentar também, surpresa, vamos comer algo que não sabemos o que é , num lugar que não sabemos qual é, e terminando não sei quando, e lá fomos nós....
 Era assim uma mesa comprida com tudo em cima, e cada um se servia do jeito que podia
Experimentei "punheta de bacalhau" não gostei, muito salgado e com gosto estranho demais, vai saber o que tinha dentro.
mas adorei Tigelada- parece nosso pudim de leite mas é mais um bolo molhado, horrível de tão bom...
Vinho a vontade, amigos por perto, só faltou meu amor e meus pequenos....grandes !!

Meus novos amigos , esquerda para direita : Diogo ( meu médico maravilhoso) Nicole, Petra Pinto, uma artista maluca e maravilhosamente criativa, Rafael 1 o anjo da Martinha, que está do meu lado direito, e Rafael 2, ou melhor dizendo Hórus, um amor de pessoal e um bailarino incrível em cena.

De lá ainda íamos passar por uma casa de Fados e lá fomos a trupe da madrugada. Passando pelas republicas do centro, dei de cara com decoração típica nas portas e janelas e juntei uns pedacinhos para mostrar
 Do lado esquerdo podem ver um espantalho esquisito pendurado na parede, ele é chamado Morcegão.
Aqui em Portugal, existe todo um protocolo de vida para os Universitários, com roupa formal e cheia de símbolos para cada ano de conclusão de curso.
Existem aqueles que seguem isso a risca, e os outros que são contra o praxe.
Os contrários penduram do lado de fora de suas repúblicas, os simbolos de repudio, e um deles, é este espantalho estranho fazendo piada sobre os estudantes certinhos, chamados pelos rebeldes de boa causa de Morcegões!!!
Ainda andamos um tanto até encontrar uma imagem do Rio Mondego de noite a caminho da casa dos Fados.
 Andando por aqui me lembrei do Pelourinho em Salvador, a pena é que as ruas pequenas e antigas, não tem nenhum trabalho de restauro, e fico pensando no que será daqui a alguns anos, pois tudo é tão bonito mas tremendamente descuidado
De qualquer forma, existe um encanto natural que me pegou de primeira
 Essa visão pode ser vista das ruas pequenas, e temos uma idéia da parte baixa da cidade. Coimbra  é dividida entre parte alta e baixa, mais uma das similaridades entre esta cidade e Salvador. Tudo o mais é diferente, mas o clima de boêmia do centro velho de Coimbra me fez sentir um gostinho de noite brasileira, em minha primeira noite portuguesa.

Fechamos a noite no clube de Fados, e eu já estava meio morta mesmo, de lá para casa, dormindo pouco mas bem




Terminava assim a primeira noite! e se iniciava um contato que no decorrer de apenas uma semana se transformaria em muito mais...hoje sei que tenho casa em Coimbra, um cantinho no Porto, e uma pousada em Algarve, coisas que a dança dá!!





terça-feira, 23 de agosto de 2011

O eterno Feminino


Mulheres não foram feitas para serem compreendidas, apenas para serem amadas
( Oscar Wilde )

O lado sombra e o lado luz

Em psicologia as duas personagens femininas que lideram a simbologia desta diferença podem ser encontradas em Eva e Lilith

Li uma vez há muito tempo um livro pequeno que fez parte da minha vida por dois anos .
Usei até mesmo em aula para dizer sobre os personagens que assumimos ao dançar e de fato o texto foi simbólico e muito importante para meu entendimento do feminino

"Lilith, a primeira Eva ou a mulher de que tentou Adão com a maçã da Árvore do Conhecimento, é figura presente nas mitologias sumeriana, babilônica, assíria, cananéia, hebraica, árabe e teutônica. Uma das formas do Eu feminino, surgiu como personificação dos aspectos negligentes e rejeitados da Grande Deusa.

Lilith é Adamah, o aspecto da personalidade feminina com que as mulheres de hoje precisam volar a se relacionar para poderem viver toda a sua feminilidade.

O livro de Barbar Koltuv é uma fascinante antologia de contos mitológicos, antigos e modernos, interpretados pela autora, que mostra como o lado instintivo da feminilidade tem sido objeto de temor, sendo, consequentemente, refeitado pela cultura e pela religião tradicional e patriarca.

A autora, psicóloga e analista junguiana, demonstra como e por que foram feitos tão grandes esforços para banir a figura de Lilith da consciência humana e por que, apesar destes esforços, estamos sentindo outra vez sua ascensão."

O livro de Lilith - Bárbara Koltuv

O livro brinca entre as duas mulheres que carregam os elementos necessários a construção de um eu feminino pleno, onde luz e sombra são aceitos e compreendidos, para não chegarem ao aspecto doentio. Nem total sombra, nem total luz


Esse e outros livros acabaram por me iniciar num caminho que não teria fim. Ler e compreender um pouco mais sobre os dois lados que vivem dentro de cada uma de nós.

Quantas vezes me senti dragada pelas emoções , de uma maneira tão intensa que nem sobrou espaço para raciocinar antes de agir? Questão de sorte, se tudo deu certo ou errado? Ou destino?

Não sei, mas o tempo passa e traz tantas coisas para nossa vida. No início de tudo, somos absolutamente ingênuas, e a menina de 5 anos não pode imaginar o que a vida lhe reserva
Hoje conversando com meu marido estávamos exatamente falando sobre isso
A vida entalha as pessoas, através das experiências, dos erros e dos acertos.
Aprendemos com o amor, com a dor , com a raiva, e até mesmo com o ódio.
Tudo faz parte do nosso processo. E eu dizia a ele que as vezes o entalhe é tão duro que transforma  a escultura , nem sempre em uma bela obra.
Conversamos longamente sobre o que atua de fato sobre as pessoas, genes ou meio ambiente. Qual a proporção de influência de cada um.
E aí nos lembramos da alma que seria o terceiro componente
Eita coisinha mais complicada o ser humano!!
Nascemos  com um potencial latente, mas escondido ou encoberto.
Ninguém pode determinar até onde chegaremos ou como faremos isso

O processo do viver é que traz o resultado, que também não é eterno mas temporário
Mudamos a cada estação, e as páginas estão sempre brancas quando começa o dia
Todo santo dia, temos a possibilidade de começar diferente

O que nos segura  e o que determina nosso mover ?
O que nos faz decidir as direções?
Porque olhamos desta ou daquela maneira?

Evidente que não conheço as respostas e nem me atrevo a dar idéias finais
Tudo o que faço é me questionar e dividir os pensamentos...ainda que virtualmente
Nessa hora me recordo de dois livros que releio as vezes...
O primeiro um estudo psicológico misturando mitologia, símbolos antigos e pesquisas no ramos do feminino sagrado chamado:

A prostituta sagrada - Nancy Qualls - Corbet


E o outro livro  é contemporâneo e nos traz a mulher de hoje, numa cultura totalmente diversa daquela em que nós brasileíras vivemos. Um mergulho no mundo árabe através dos olhos de uma mulher árabe
A chance de ver por outros olhos, de ouvir outros relatos e construir nossa imagem, nossa persona e nossa bailarina, com os estímulos, da música , do pensar, e do mensuramento que só o tempo e o entalhar da vida traz.

A face oculta de Eva - as mulheres do mundo árabe
Nawal El Saadawi


Fica aqui um convite a reflexão.
Na busca por nós mesmas, tropeços e acertos
Boa semana
Lulu

 
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro
( Clarice Lispector )



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ser professora - entrega e desapego !



Qual a manchete de hoje?

Todos os dias somos assoladas pelas mensagens que chegam de todas as fontes.

Redes sociais, emails, convites para eventos e um outro tanto de formatos buscando os clientes e possíveis pagantes de tickets para o próximo evento imperdível.

Claro que estou incluída no grupo daqueles que buscam, um contato, uma reaproximação, e a possibilidade da sobrevivência dentro do mercado de dança.

Todas as sonhadoras de plantão, que um dia se apaixonaram pelo dançar mas que posteriormente, buscaram sua permanência ensinando ou de alguma forma compartilhando os conhecimentos adquuiridos.

Neste mar de gente, com todo tipo de corrente subterrânea atuante, nadam todas as pessoas. As alunas eternas que se transformaram em professoras perenes, as alunas acidentais, que aparecem hoje e daqui a dois meses, as professoras improvisadas , que nunca planejaram a carreira mas afinal lá estão e as sonhadoras sem rumo certo que ainda não sabem para onde vão.
Não haveria espaço para definir quantas espécies diferentes temos neste oceano único.

Mas me coloco a pensar na relação aluna, professora.

Como aluna, nunca me esqueci de meus professores, e seja por delicadeza, generosidade aprendida ou simples honestidade, dentro de mim dou a cada um créditos específicos por minha trajetória.

Não há para mim uma figura negativa neste caminho,pois até as experiências que não foram tão prazeirosas, tinham um intuito maior de me ensinar algo.
Como uma moeda que tem duas faces, toda e qualquer situação que vivemos, apresenta a mesma bipolaridade visionária.

Se eu estiver preparada para ver da melhor forma ísso é o que farei, e minha mente vai buscar todos os argumentos para sedimentar minha crença.
Se porventura minha pre disposição é ver do pior ângulo possível, é assim que meu mental vai funcionar, e eu terei tudo o o que preciso para corroborar minhas teorias.

Acho então que decidi ser  Polianna a menina do dedo verde.

Vejo tudo pelo melhor lado e dispenso a crueza daqueles que optam pelo lado sombra de cada dia.

E por isso acabo me protegendo do que poderia causar estragos e aqui vem a professora.

A professora que vive dentro de mim, é uma aluna voraz, e sendo assim, nunca está satisfeita. Mais ou menos como os clientes de spa que decidem fazer uma dieta maluca de 600 calorias e ficam desesperados com o prato minguado de salada do almoço....
Sou assim com a dança e quero sempre mais.

Isso me leva ao estudo e também me separa do grupo que carrega a bandeira " Eu já sei"

A busca incessante e a dúvida intermitente me empurram sempre na direção de novos caminhos
Diferente da posição de outros , para mim um professor é um professor para sempre. Uma vez que alguém tenha ocupado esta posição em minha vida, não há como retirar o significado .

Cada um que encontrei deixou em mim um eco e uma marca , que me acompanham e me auxiliam na lida diária, da criação de aulas, sequencias e propostas. Recordo momentos e passagens e percebo o quanto cada pessoa entalhou em minha persona bailarina, um pouco de sua própria arte, crença e sensibilidade.

Por isso, não me sinto machucada ou deixada para trás, pelos esquecidos de plantão e este exercício de desapego deveria fazer parte do nosso dia a dia enquanto professoras.

Quando decidimos doar, esse ato tem que ser livre de espera retributiva. De outra maneira sua espera será um mar de ansiedade represada, esperando que alguém lhe dê de volta  aquilo que em princípio você ofereceu de bom grado.

Não espere que seu nome seja mencionado como por direito. Ele será se para aquela pessoa vc fez diferença.
Não podemos comprar o reconhecimento, ele é dado gratuitamente, e é genuíno. Contra ele não há armas ou manipulações.

Grata por saber que ainda existem coisas preciosas que não podem ser tocadas pelo marketing, bom ou mau.

A verdade permanece mas a propaganda se esvai.

Aquilo que não me mata me fortalece, e o que não me apaga me ilumina
Fecho então com a frase que saiu da boca de uma escritora de 80 anos como uma das lições que ela aprendeu na vida!

O que os outros dizem a seu respeito, não é absolutamente da sua conta!!!

viva a vida e  para todos minha gratidão!!!

Abaixo imagens dos momentos
1 meu aniversário em Curitiba - grupo de estudos - no espaço da Regina -
2  Sicília 2011
3 Brasília ago 2011

Alguns momentos de outros tantos, as pessoas que me tiram e me mandam de volta para SP e Itu




quinta-feira, 16 de junho de 2011

Selo de qualidade Lulu Sabongi 2011





Fechando um ciclo que começou há muitos meses atrás, aqui está o resultado final do Selo de Qualidade Lulu Sabongi 2011.
Todas as aprovadas tem seu selo válido por um ano, e a partir deste ponto devem fazer uma reavaliação para comprovar a manutenção de sua qualidade em dança e assim continuar fazendo parte deste grupo em prol da qualidade da dança Oriental no Brasil.

Agradeço imensamente a todas que confiaram no processo e dele participaram.
Na próxima semana todas receberão em suas casas, o material completo de seu exame. Uma pasta contendo todas as fichas de avaliação originais, mais a gravação de sua dança no dia, e o certificado de qualidade 2011.

  O crescimento e qualificação de nossa dança é um processo que tem duração eterna, no decorrer dos anos , vc vai crescer em qualidade e definição, diretamente proporcional ao que estiver oferecendo em termos de estudo.
Seu material virá acrescido de uma folha especial contendo todas as médias individuais, relacionadas a cada critério avaliado. Desta maneira poderá utilizar este documento como forma de direcionamento em seus estudos e projetos.
Os comentários escritos por suas examinadoras, podem lhe dar mais informações sobre o direcionamento de seus estudos e também seus pontos mais fortes e marcantes.
Espero que a experiência tenha sido positiva e que ainda possamos compartilhar muito mais dentro deste Universo plural, que é a Dança Oriental.
Seguem abaixo as imagens das Aprovadas deste ano de 2011.


                                                                        Allana Alflen - Salvador Bahia
                                         

                                                                  Andrea Gaia - Uberaba - MG


                                                      Andrea Santiago - São Paulo - SP

                                                                 Aysha  - Guarujá - SP


Aysha Fahd - Fortaleza - CE



 

Catarina Hora - Aracaju - SE


Chrystal Kasbah Campinas SP


Cris Gomes - Americana - São Paulo



                                                          Ellen Pereira - São Paulo - SP


Jessica Freitas - Porto Feliz - SP


                                                           Ludmilla Raissuli - Belém


                                                        Μárcia Υasmine - Dourados -MS


Milla Zahar - Franca - SP


                                                           Raiza Holtz - Sorocaba - SP


Raquel Pinheiro - Rio de Janeiro - RJ


Roberta Soares - Campina Grande - PB

                                                            Samira Carla - Brasília - DF



Zahra Li - RJ





Suzi Ribeiro - PR

Nossa banca examinadora nos dias 11 e 12 de Junho
Aisha Jalila - SP
Amura Zahra- DF
Ana Claudia Borges -SP
Brysa Mahaila - RS
Camila D´amato PR
Dalilah – DF
Danny Negri – SP
Érica Esteves –
Flora Pitta - SP
Fernanda Báccaro SP
Julli Mariano SP
Kahina SP
Lainah SP
Leila Soraia SP
Lu Midlej – RJ
Melinda James – RJ
Ranna – RJ
Mahara Shams – MG
Monah – SP
Mayara – SP
Michelli Nahid – SP
Nagla Yacoub –MG
Priscilla – SP
Rhazi Manat – SP
Tahya Brasilie – SP
Samira Mattar – SP

Sasha Holtz - SP
Shalymar Mattar – SP
Solange Costa – MA
Suellem –SP
Talita Faria – SP
Talita Vital – SP
Viviane Gama – RJ
Zurah – SP
Lulu Sabongi – SP


terça-feira, 14 de junho de 2011

Um momento de celebração super merecido - 10 anos de Elis Pinheiro

Neste caminho que escolhemos que é a dança, há uma infinidade de atitudes, aprendidas e absorvidas, de acordo com nossa experiência particular no meio.

Numa teia formada por interesses bem definidos, chega um ponto em que não se distingue mais o que é verdade e o que é simplesmente a necessidade de estar inserida no contexto adequado para seu crescimento.

Muitas relações se formam, buscando possibilidades profissionais, e muito se esconde por baixo dessa pseudo parceria, que não prevê necessariamente a clareza de intenções.

Já dizia minha avò que uma andorinha sózinha não faz verão, e notóriamente, pessoas com o mesmo interesse reunidas em prol de um objetivo comum, tem muito mais chances de crescimento, do que as individualistas do mercado.

Tantas são as variáveis, que fica até mesmo difícil delinear um quadro transparente sobre o nosso meio de dança.

No meio deste cenário de Dali, encontramos algumas pedras preciosas, que se destacam, não apenas por sua beleza e brilho únicos, pois nisso o Brasil é abençoado, mas por uma retidão de atitude, que não é vista com tanta frequência.

Alguém que acredita na dança, e que investe nela, busca o caminho do aperfeiçoamento e se entrega a pesquisa.

Durante o periodo de amadurecimento de suas diretrizes, ela até mesmo abandonou algumas das atividades práticas da dança, pois sentia que precisava se concentrar para poder entender o que era seu objetivo pessoal dentro deste processo de aprendizado.

Sempre se manifestou honestamente, não importando a quem se reportava, manifestando sua opinião, e protegendo ainda que solitariamente, suas convicções artísticas e pessoais.
Ao entrar em cena, sua presença é imbátivel.

Fico pensando porque...

Beleza se põe na mesa e isso ela também tem de sobra

Mas o que faz de Elis, essa figura maravilhosa em cena, é o fato de que quando essa bailarina toca o palco a pessoa Elis Pinheiro também está lá.

Ela não é apenas um personagem, mas sim uma mulher inteira, que está profundamente comprometida com a vida, com seu amor, e com a carreira que decidiu abraçar.
Aceita os percalços e luta por manter-se fiel a suas crenças , e então sua dança assume toda a carga do que ela carrega como pessoa.

É isso que todos nós vamos ver no palco do Teatro APCD no ´próximo sábado.
Braços mágicos, uma postura impecável, sensibilidade a flor da pele e uma mulher plena em sua arte!

Eu não perderia isso por nada, ainda que não fizesse parte do show!
Parabéns Elis, você merece cada olhar que estará presente no próximo dia 18.
Que as pessoas possam apreciar o que vc com certeza tem a oferecer!

sábado, 11 de junho de 2011

Véspera de dia dos namorados - um texto bonitinho que ganhei!


O que mais te fascina na pessoa que você ama?

E ela? Reconhece isso de você?

No ponto de ônibus, um homem de idade já bem avançada estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso.

Enquanto aguardávamos o coletivo, perguntei-lhe qual o motivo da pressa. Ele me disse que precisava ir a um asilo para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá. Disse-me que ela já estava lá há algum tempo, pois portava um Alzheimer bastante avançado.

- E ela não ficará brava pelo fato de estar chegando mais tarde hoje? - Perguntei-lhe.

- Não - ele disse - Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.

- Mas se ela já não sabe quem o senhor é, por que essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?

Ele sorriu e, dando-me uma palmadinha nas costas, disse:

- É verdade... Ela não sabe quem eu sou... Mas eu, contudo, sei muito bem quem ela é.

O amor não se reduz ao físico ou ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que a pessoa É e daquilo que pode ainda ser.

....E também daquilo que já não é mais!

Que neste Dia dos Namorados possamos valorizar o VERDADEIRO AMOR!