domingo, 9 de setembro de 2012

Os caminhos da vida!





O que é preconceito afinal?
A explicação que se aproxima mais rápido de mim é - quando temos uma idéia pré concebida a respeito de algo que não conhecemos profundamente. Geralmente o preconceito envolve um certo desmerecimento do assunto referido ou um tratamento pejorativo

Ok depois de escrever isso fui ao pai dos burros virtuais:  Wikipédia

Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".

Depois de ler isso vem a minha piada. Hoje em dia no meio da Dança Oriental sofrem preconceitos as bailarinas que:

- Tem qualidade técnica irrefutável . O exemplo que vou usar é uma bailarina que admiro muito e é alvo deste tipo de ação. Kahina! Assim como ela outras que simplesmente dão seu recado em cena, com apresentações primorosas e são chamadas de robôs da dança. Se isso não é preconceito que nome deveriamos dar? Inveja talvez?

- Se a bailarina for bonita, então o bicho pega mais ainda. Ela é linda e é  só isso. Existe outra bailarina incrível minha amiga e parceira de trabalho que também já sofreu esse. Mahaila el Helwa.

- Se ela for criativa demais, e resolver ousar também leva. Num mundo onde a liberdade de expressão deveria ser assegurada, ela é limitada por pessoas que não compreendem que gosto não tem nada a ver com respeito. Aqui entra Julli . Posso não gostar de algo mas tenho que respeitar a qualidade. Aliás eu gosto do que ela faz!


No purismo da dança Oriental , se ele um dia existiu talvez não houvessem interferências de outras técnicas de dança, mas isso ficou num passado distante pois todas as bailarinas orientais de qualidade ou quase todas, tiveram em seu corpo a influência de técnicas acadêmicas de dança.

A lista de bailarinas que sofrem ou sofreram ataques por simplesmente existir e ter um espaço garantido por muitos que as admiram, seria imensa então paro por aqui.

As falsas puristas de plantão volto a dizer:

Ninguém tem o direito de taxar o que é certo ou errado em dança oriental, pois ninguém detém a propriedade da mesma nem mesmo Mam Raquia Hassan ou Soraia Zaied. Nem eu , nem ninguém.

Menciono estes dois nomes pois foram as últimas pessoas a criticarem de forma pública a dança em nosso país.

Ambas são extremamente conhecidas e sua opinião tem peso
Oras, também sou então faço a minha parte

Estou em meu país, trabalho e estudo esta dança desde meus 17 anos. Respeito e respeitarei meus professores para sempre, mas quem dá respeito também quer receber.
Quero apenas o que é justo para todas nós, no coletivo e individualmente.


Madame Farida Fahmy me disse uma vez na sala da casa dela: Lulu se algum dia alguém que lhe disser que isso ou aquilo é totalmente errado em Dança Oriental, desconfie, pois esta dança nasceu com qualidades improvisacionais, e portanto não existem regras fixas para sua apresentação.

Existem molduras, bases, fundamentos, e para isso vc tem que se nutrir de diversas maneiras.
Os ouvidos com a música, os olhos com filmes, e danças. O corpo com a prática, a mente com a leitura, Nagib Maghfouz, é uma boa opção, um premio Nobel da literatura que pode te ajudar a entender melhor  temperamento e o invólucro social onde o povo egípcio está inserido.

Saiba mais sobre música, sobre os ritmos, estude e cresça.
Aprofunde-se mas não aceite nenhum professor que tente lhe cercear, pois isso não leva a nada!

A dança não é propriedade particular de uma mulher, duas ou três!
Está espalhada pelo mundo todo e assume formatos distintos onde se estabelece
Sobre a afirmação de que a dança no Brasil regrediu 5 anos eu digo o contrário, ela cresceu dez anos em variedade, qualidade e busca.

 Viajo o suficiente para poder me manifestar sobre a dança em nosso país, e  afirmo veementemente que o Brasil é extremamente fértil em bailarinas de qualidade que além disso ainda  tem um charme todo especial.

Sobre a critica dos elementos academicos envolvidos nas apresentações, sejam bem vindas, o clássico existe na dança Oriental desde os tempos faraõnicos, muito antes da decodificação do ballet clássico na corte francesa.
Ignorância é o que nos limita.

Prefiro mil vezes ver linhas maravilhosas, e boas sequencias de Mowashahat do que ver funk e axé dentro do solo de tabla e fazer de conta que isso é tradicional. A ousadia, se é para ser aceita , tem que ser aceita de forma irrestrita.

Aqui e em outros lugares do mundo.  Hoje em dia, até mesmo no Egito, se misturam elementos de outras culturas, na busca de um show mais interessante a nível de entretenimento.
Portanto se no Cairo isso  é praticado, porque não o seria no Brasil? Bulgaria, Hungria etc?

Se todas podemos ousar, ninguem tem o direito de limitar!
O público vai decidir o que toca seu coração ! E mais do que o público o que decide a qualidade de um artista é sua capacidade de permanecer.

O que se torna perene, tinha mesmo algo a dizer, o que desaparece com o tempo era apenas fogo de palha.

Beijos e Bom Domingo a todas!! 



32 comentários:

Brysa Mahaila disse...

Lulu você sempre escreve muito bem...vou precisar das tuas opiniões para minha dissertação de mestrado. Qdo vieres para POA conversaremos.
Adorei teu texto! bjs Brysa

Lulu disse...

Oh Bry, obrigada!

Elaine Keite disse...

Uau, que texto magnífico bem colocado.
Um dia acordei assim meio aborrecida de perceber o quanto é fácil escutar bailarinas criticando outras sem enxergar uma qualidades, mas os defeitos milhares, sendo exposto na frente de alunos ou de outras pessoas que não são tão envolvidos na dança. Acho isso tão anti ético.
Acho muito bom os exemplos que deu... São ótimas bailarinas e realmente o que escreveu já ouvi pelo menos uma vez.
O que mais me intriga é que quem fala mal é conhecido ou quando conhecido não é metade do que são essas megas bailarinas.
Assim fica claro para mim que quanto melhor é mais críticas vão haver, e isso só prova que está no melhor caminho. Se esse tipo de pré conceito existir o melhor é quem for a vez de ser alvo tomar isso como algo positivo e seguir...
Parabéns Lulu pela visão, e leio com muita atenção todas as suas postagem e gosto da sua linha de raciocínio.
Sua fã Beijos
Elaine Keite

Thiara disse...

Lulu, com esse texto de poucas palavras, vc disse tudo! Perfeito!

Crescente Oriental disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
carol e junior disse...

Chega de tanta opressão em cima da nossa dança!!!Bonito mesmo é o que vem do coração, da alma... e isso é só pra quem sente.Parabens Lulu!!!

Crescente Oriental disse...

Opinião compartilhada. A tal da dança oriental que hoje existe é cênica, deixou de ser tradicional ou folclórica a muito. Subiu no palco é cênica, sinto muito. Mesclou elementos é fusão, mas o que é "puro" afinal? Para mim, importante é estudar danças, dentro do seu tradicionalismo, mas enquanto palco o equilíbrio de fusões, seja com ballet ou outro precisa ser dosado, do tipo é ballet oriental ou oriental ballet? O primeiro não invalida o segundo, ou vice-versa, cada um com seu gosto, momento e contexto. Agora, mesmo que eu goste, necessário admitir se a pessoa dança bem ou não, ou seja, utiliza bem seu veículo-corpo para executar artísticamente o movimento, e isso vai muito além de mesquinharias de biotipo, folclores e etc. Penso assim, mas nenm todo mundo gosta também... #fazêôquê Jhade Sharif

Lulu disse...

Jhade que gostoso sua visita....
O corpo é um veículo comunicativo e claro a forma como nos comunicamos também estará ligada a nossas habilidades neste sentido.
Eu honro as tentativas sem data limite, vou tentar para sempre!

Zahra Li disse...

Lulu, quando leio ali em cima" since 1983" e me lembro que foi o ano que nasci, meu respeito por ti aumenta ainda mais! Você esteve presente em toda minha trajetória de dança, nas revistas que lia, nos DVDS. Se citamos seu nome hoje em dia a maioria reconhece. É por isso que lavou minha alma seu texto digno, pois você o coloca de uma maneira simples, descomplicada e verdadeira sem se colocar num pedestal, com uma opinião cuja direção social é imprescindível. Texto inteligente que desconstrói a visão deturpada da dança como originária de algum ponto, sendo que não podemos classificá-la, apenas estudar certas fontes e tentar dentro do bom senso ser nós mesmas.
Preza-se sempre a busca por um estilo próprio alegando que se utilizar apenas movimentos de quem inspira é plágio. Em contrapartida se é diferente, por não parecer vir de uma referência é acusado de ignorante no assunto ou faz algo que dizem não existir tachando de errado exatamente por não aceitar o diferente ou a auto-criação.

Contraditório esse nosso mundo Bellydance não?

Apoiada!!!Beijos

Zahra Li

:.Tati Lamas.: disse...

#ficaadica
��

Lulu disse...

Tati

que comentário é esse?
Não entendi!
bj

Mariana disse...

Ah, Lulu, verdade incontestável não existe e o ser humano de forma geral vive tentando provar que a sua opinião individual é a correta!
Em relação à dança, como podemos dizer que isso ou aquilo é correto se a origem da própria dança é uma teoria? Assim como a criação do universo, temos teorias na qual uma delas é a mais aceita.
Em minha opinião se uma bailarina tem notoriedade é porque ela gosta daquilo que faz e realiza o seu trabalho com boa vontade e muito estudo. Desta maneira, respeito todas e mesmo que os estilos em alguma parte se assemelhem, cada uma é diferente, assim como o jeito de pensar de todas nós. Estava me lembrando da entrevista da Esmeralda na Shimmie, em que ela fala que via na expressão do público a aprovação ou não de sua dança. No final das contas, é realmente nossa plateia que define se aquilo é feito de coração ou se é simplesmente uma repetição de movimentos.
Texto muitíssimo bem colocado. Só uma pessoa como você poderia ter essa visão tão ampla a respeito de nossa arte.
Beijo grande

Hanna Aisha disse...

Lulu, não sei o que chegou até você, mas se foi o que eu ouvi hoje no curso da Raqia, chegou distorcido, infelizmente.

Também acho que existe espaço para todas, mas acho que cuidado é importante ao citar o nome de outras bailarinas. E nem sou fã número 1 delas!

Ou é outra coisa que não tô entendendo.

Tomara que tudo seja um grande mal-entendido... por nós e pela dança.

Lulu disse...

Hanna o que eu disse é que nossa dança não regrediu, e que ninguém tem o direito de dizer isso independente de quem seja,, apenas isso
ALiás o que escrevi está mais do que claro e todas as pessoas podem ler novamente!
Em nnenhum momento desmereço o trabalho de ninguém mas sim a colocação injusta de que a qualidade brasileira decaiu como se tivesse voltado atrás 5 anos

Lulu disse...

Lamento pelos erros de digitação
Uma vez mais, a qualidade das duas citadas é indiscutível assim como sua fama.
Aparentemente a afirmação da Raquia sobre a qualidade da dança brasileira foi feita num workshop com mais de 400 pessoas presentes e tem sido citada constantemente.
Concordo com vc que precisamos tomar cuidado ao citar nomes de outros profissionais, mas citei pois as críticas foram reais.
Uma sobre a qualidade das bailarinas brasileiras no plural e generalizado e outra dizendo que o que fazemos não tem nada de Oriental!

Hanna Aisha disse...

Eu concordo com vc, Lulu, também acho que a dança cresceu no Brasil exponencialmente. E você é a pessoa mais apropriada para fazer essa afirmação por viajar tanto e ver trabalhos tão diferentes.

Enfim... mas entendi sua indignação.

A gente ouve e lê muita coisa todo dia. Acho que a dança está brigando muito com ela mesma.

Lulu disse...

Na verdade o que me deixa mais incomodada é que ao calar permitimos algumas coisas que não são justas, omo comentei notexto não importa de quem venha a colocação. Ela tem que ter fundamento, e uma coisa que temos em nosso país de sobra é taleno para esta dança. Nos falta o conhecimento do idioma, mas isso também é possivel de ser solucionado.
E mais umavez afirmo, qualquer pessoa que venha ao nosso país ensinar e é remunerado porisso, tem que ter respeito didática e oferecer o seu melhor.
Não cabem críticas destrutivas, e acho que qualquer professor ou pedagogo concordaria comigo.

Lulu disse...

Para vcs que estão acompanhando os comentários, fiz algumas adições ao texto,se puderem ler fico grata!
bj

Hanna Aisha disse...

Agora meu primeiro comentário ficou meio perdido... heheeheh

Lulu disse...

Nao linda, foi muito bom que escrevesse pois tive a chance de melhorar talvez, meu posicionamento, deixando mais objetivas as colocações.

Muito obrigada por ter escrito!

Nahira Abdallah disse...

É verdade Lulu! Beijos!

Luísa Ruas disse...

Isso é assim na vida... Fifi Abdo e Dina são bailarinas polêmicas. Jonh Lenon foi assassinado por um fã. O importante é procurar pela luz ao final do tunel, seguir o nosso coração e os nossos valores. Opiniões existem para serem mudadas e qualquer pessoa humilde é capaz de reconsiderar um ponto de vista frente a novas informações. Por isso, te agradeço, Lulu. Tu és uma das principais responsáveis pela possibilidade de existir esse debate na DV para início de conversa.

:.Tati Lamas.: disse...

Eu digitei no celular e provavelmente selecionei tudo e apaguei sem querer. Vou escrever novamente!!!

Patricia Oliveira disse...

Lulu adorei seu texto,obrigada por ser a voz da gente,por isso que qdo te olho enxergo uma mestra.....parabens por ser o que vc é....te admiro muito.

paulaarcanjodv disse...

Clap, Clap, Clap! Vc é sensacional. Obrigada pelo post, era tudo o que eu queria dizer sobre o assunto, mas não tinha cacife para isso. Parabéns querida!

Anônimo disse...

Morei no Brasil por 6 anos e sempre achei estranho que utilizassem a palavra preconceito com um enfases negativo. Em antropologia o termo preconceito pode ser uma idea pre fixada, mas essa ideia pode ser tanto positiva como negativa. Por exemplo eu tenho um preconceito positivo sobre as bailarinas brasileras de dança do ventre, acho que tem uma excelente tecnica. Eu sou muito fã das bailarinas brasileiras e alias aprendia com elas a dançar.

Lulu disse...

Pois é anônimo, o preconceito é geralmente uma idéia pré concebida, mas geralmente no ãmbito social temos infelizmente um caráter pejorativo.

Eu não tenho preconceito sobre as bailarinas brasileiras, eu as conheço profundamente e sou orgulhosa de pertencer a este país!

Ali Khalih. disse...

Ola a todas! Antes de escrever, quero pedir desculpas pela falta de acentuaçao em meu comentario, meu lap esta com problemas, mesmo assim peço licensa a todas voces meninas para de dar um pitaco neste assunto, pois estou me sentindo um pouco culpado.
Sabado, dia 8 de setembro, realizamos o TITÃS II - Festival de Bailarinos Àrabes,com a honra de ter como Madrinha nossa Grande Mestra LULU!
E ano final do espetaculo durante os agradecimentos eu pedi a todos, que dessem maior importancia em dançar com a alma, canalizando seus sentimentos e emoçoes, para que nao entrassem na "neura" de exibir um show somente com tecnicas elaboradissimas e exibicionistas, mas dando uma maior importancia ao sentimento profundo e ao prazer da dança e repassando toda esta magia ao publico, como a Nossa Madrinha Lulu realizou neste dia!
E para ilustrar o que eu dizia, naquele momento, citei um comentario da Madame Rakia, que: "a dança do ventre estava virando Karate".
Com todo o meu respeito a Madame Raqia, concordo com esta frase quando, assisto apresentaçoes onde nao existe na dança, nenhum tipo de emoçao e percebo claramente que a unica preocupaçao do artista ´e a tecnica e ele ainda tenta realizar muito mais do que realmente pode naquele momento, mostrando o exagero em praticamente um verdadeiro show de artes marciais, por uma necessidade de exibicionismo e com a intençao de impressionar o seu publico, admiro o esforço desta pessoa, mas sinto pena pelo exagero sem necessidade, eu pessoalmente,prefiro muitas vezes apreciar uma dança mais simples e com mais emoçao, pois a tecnica e estudo ira se aprimorar com o passar dos anos , junto a sua dedicaçao e estudo e enfim com a a maturidade de sua dança!
Esta foi a minha interpretaçao do comentario da Madame Raquia sobre a dança estar virando karate, mas este comentario nao foi realizado no seu curso na Luxor, eu nem estava la neste dia,eu soube do comentario que ela fez sim, dizendo que as brasileiras estavam piorando e regredindo.
Ja este comentario eu sinceramente e com todo respeito , tambem nao concordo! E nao sei o que ocorreu neste dia, para generalizar e julgar a Dança do Ventre de toda uma naçao.
Apoio a defesa da Lulu em relaçao as brasileiras, pois eu a considero a mae da dança do ventre no Brasil,por difundir e expandir a dança, nao somente no Brasil, mas em muitos outros paises.
Entao ao meu ver, Lulu podera sim, defender e falar sobre a qualidade da dança do ventre das nossas bailarinas brasileiras.
Espero que ela nao seja mais uma vez, mal inperpretada e apedrejada, por defender suas filhas e companheiras!

Ali Khalih.

Aline disse...

Eu tava pensando exatamente nisso que você falou no começo do seu texto Lulu. Se a bailarina tem uma proposta diferente, todo mundo critica pq é diferente. Se a bailarina tem uma técnica muito apurada, criticam pq só tem técnica (como se ninguém fosse capaz de unir técnica e sentimento). E ao mesmo tempo vivem dizendo que as bailarinas são muito iguais, mas se alguma aparece com uma proposta diferente também reclamam. Acho que em parte falta respeito com a dança. Estilos podem e devem coexistir, a dança é de cada um. E como vc mesma disse, o que persiste tinha algo a dizer.

Paula Silveira disse...

Diante de tantos comentários de bailarinas tão importantes aqui fico até sem graça, pois estou iniciando meu estudo oficialmente este ano de 2012. Só tenho que concordar com tudo que você disse LuLu e na parte onde Madame Farida Fahmy lhe deu o conselho eu me emocionei porque lembrei de pessoas próximas a mim que aprenderam a dança a muitos anos atras e hoje esqueceram essa arte, me criticam de uma certa forma como se fosse errado a forma como aprendo...que a dança oriental é daquela forma e pronto e como não gosto de confusão prefiro ficar calada e me concentrar nos estudos...ahh..e se aprender errado com minha mestra Leticia Soares que foi sua aluna Lulu, então não sei o que é certo nessa vida.bjos a todas

Anônimo disse...

Como fiquei feliz quando li esse texto seu Lulu!!!!
Há tempos venho observando nas redes sociais, blogs, works, e conversas de bastidores que a dança atual esta recheada "novidades" e que isso não é dança oriental. Ouço e vejo criticas à você por conta do seu selo, à kahina pela técnica adquirida com o ballet e à Mahaila simplesmente por ser uma linda menina. O que dizer de quem critica essas profissionais, que hoje são os maiores expoentes dessa dança no Brasil? Acredito que qualquer arte só tem a chance de sobreviver ao tempo se acompanhar a evolução natural das pessoas que a praticam. As pessoas mudam e se renovam a cada dia e seria impossível que a dança oriental ficasse de fora deste processo.

Anônimo disse...

O problema da dança do ventre no Brasil creio que seja a todo o status criado em cima da dança. As bailarinas entram na dança e descobrem um mundo magico de bailarinas, bailarinas antigas, grandes bailarinas, divas e deusas da dança do ventre, tudo ja certo, estabelecido e hierarquizado: "você nao pode criticar o trabalho de cicrana, ela é uma diva e tem mil anos de dança". Se você critica alguém do meio, ja se "queimou" pro resto da vida. Entao nada evolui. As entao novas bailarinas buscam o "grupo" que mais faz "sucesso" pra se inserir. Estão pouco se lixando pra historia dança, pra cultura arabe e pra emoçao que a musica arabe proporciona. Entao nesse mundo de faz-de-conta-que-sou-bailarina-de-dança-do-ventre, anos vêm e vão e a quantidade de pessoas que dançam dança do ventre é crescente, mas a qualidade é que deixa a desejar. Entao a bailarina brasileira vai pro exterior, e ninguém entende que dança do ventre é aquela, meio argentina, meio americana e muito pouco egipcia. Falta conteudo na dança do ventre da brasileira e um pouco mais de maturidade artistica. Muitas ficam "prontas" com 2, 3 anos de dança, enquanto mundo a fora, a média é de 10 anos. Entao sejamos mais humildes e cuidadosas com a dança do ventre, ela é rica em cultura e emoçao. Fora isso saibam que existe um mundo afora que "entende" e "sente" a dança oriental bem melhor que as brasileiras. Entao, aos estudos. Salam!